quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Israel endurece o discurso contra EUA e Palestinos

Israel endurece o discurso contra EUA e Palestinos


Esta semana os judeus de todo o mundo estão comemorando o Chanuká, festa religiosa que lembra da vitória contra o forte exército de Antíoco no ano 164 a.C, onde foram liderados por Judas Macabeu (que significa martelo).

Na ocasião os judeus retomaram e purificaram o Templo que havia sido profanado por sacrifícios de porcos. Um novo altar foi construído bem como novos objetos usados no culto judeu. Esse relato está no livro de Macabeus.
Nessa mesma época do ano, mas em 2015, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu está endurecendo o discurso contra os seus antigos aliados norte-americanos, a União Europeia e os palestinos.
Primeiramente, ele respondeu de maneira contundente às medidas propostas pela União Europeia para acalmar as tensões na região. “Não haverá transferência de territórios para os palestinos, nem 40 mil metros quadrados, nem 10 mil, nem um metro quadrado”, disparou na semana passada.
O Estado judeu vive uma onda de violência que provocou mais de cem mortes do lado dos palestinos, além de 19 israelenses, um eritreu e um norte-americano. Ela está sendo chamada de terceira Intifada (rebelião popular palestina), ou “intifada das facas”, por ser este o tipo de ataque mais comum.
Os Estados Unidos, representados pelo secretário de Estado John Kerry, está tentando resolver o assunto tratando ao mesmo tempo com Netanyahu e com o líder palestino, Mahmud Abbas, em reuniões constantes.
Agora, apresentou um conjunto de medidas que inclui a exigência que Israel entregue algumas áreas da Cisjordânia para a jurisdição palestina. Na prática isso significa a diminuição do tamanho do território israelense. O objetivo claro é a regulamentação de um estado Palestino.
Neste domingo, Kerry pediu que os dois lados voltem à mesa de negociações, lamentando que “o nível de desconfiança entre eles nunca foi mais profundo”. Acrescentou ainda que os líderes israelenses não deveriam permitir que “a Autoridade Palestina se desintegre”.
Sem uma solução de dois Estados, asseverou Kerry, Israel seria forçado a assumir uma “posição insustentável de ocupação perpétua, o que seria rejeitado pela maioria, se não toda a comunidade internacional”.
Kerry chamou o apoio dos EUA para uma solução de dois Estados a “cola” que manteria a estratégia global de Washington para o Oriente Médio. Analistas entendem que se trata de uma ameaça velada a Netanyahu, que tem mostrado proximidade com a Rússia de Putin, contrariando os interesses americanos.
A diplomacia dos Estados Unidos tenta oferecer uma solução diplomática para o conflito há décadas. Contudo, a administração Obama está claramente contra Israel.
A resposta de Netanyahu foi quase imediata. “Israel não será um Estado binacional. Para que tenhamos paz, o outro lado também precisa decidir que deseja a paz”, respondeu o primeiro-ministro a Kerry neste domingo (6). Com informações de Ynet News

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